Joaquim_Pinto

 

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Joaquim Pinto, apontado unanimemente como uma esperança do ciclismo nacional, morre aos 18 anos na antiga Rodésia, na África do Sul, era sénior B e corria no Gulpilhares /Alguerra. Ás trés da manhã, Joaquim Pinto perdia , depois de uma semana em coma, a sua última prova: a da vida.

Joaquim Pinto da Silva nasceu na Fonteseca , em S. João de Vêr a 27 de Novembro de 1964 e começou a praticar ciclismo em 1976, sendo a sua equipa de sempre o Gulpilhares. Joaquim Pinto foi durante a sua carreira um campeão, e a confirma-lo estão algumas grandes vitórias, que causaram surpresa nos orgãos de informação da época . No troféu " Notícias da tarde ", o ciclista ainde junior ganhou aos séniores, o que fazia prever um futuro risonho. Joaquim Pinto ambicionava tornar-se ciclista profissional, como fez questão de frisar ao jornal " Comércio do Porto ", a 27 de Outubro de1982, " pratico a modalidade por amor, desejoso de ser ciclista profissional".

Joaquim Pinto tinha um palmarés invejavél. Foi campeão nacional em quase todas as categorias , e , além fronteiras, conseguiu algumas vitórias , destacando-se uma obtida na venezuela: a 1ª semana desportiva Luso-Venezuelana. Conta o " COMÉRCIO DO PORTO ", a 26 de junho de 1983: " seja-nos permitido pôr em destaque o êxito a todos os títulos do notável jovem ciclista português, Joaquim Pinto, que cometeu a proeza quase incrivél de se bater sempre na 1ª linha dos 150 concorrentes , nos 110 kms de percurso, sob uma temperatura verdadeiramente tórrida, oque provocou um desgaste tão grande, que no final, apenas restaram 11 da centena e meia  inicial de velocipedistas ". O prémio desta prova para o ciclista de S. João de Vêr, foi uma Taça, que era quase da altura do ciclista.

A sua ultima corrida

Na despedida, Joaquim Pinto teve uma multidão a acompanhá-lo na última pedalada, eram mais de mil pessoas, entre os quais Marco Chagas, Onofre Tavares (treinador), Venceslau Fernandes, Emidio Pinto... O ás do pedal, depois de ter chegado a Pedras Rubras, seguiu no carro dos bombeiros da Feira até S. João de Vêr, onde foi a sepultar junto ao irmão Manuel e perto de outro vulto do ciclismo nacional - Dinis Silva - sob o olhar de uma terra que o via como um ídolo, um fora de série, todos gostavam dele porque era um campeão e um homem bom.

A autarquia homenageou Joaquim Pinto, com uma rua em seu nome.

por Vitor Santos

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Joaquim Pinto